grande gatsby bad rain

O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald | RESENHA

Hoje nós vamos conversar sobre o clássico americano O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald – que relata de maneira sublime e crua os excessos da década de 20, o sonho americano, o jazz e a certeza que a vida é uma festa sem fim.

Nick Caraway se muda pra cidade grande a fim de viver plenamente o sonho americano e enriquecer. E acaba ficando amigo de seu vizinho milionário e misterioso – Jay Gatsby. Depois de muitas noitadas regadas a champanhe e libertinagem, essa amizade acaba se estreitando. E Gatsby aos poucos revela a Nick seus segredos.

O Grande Gatsby estava na minha lista de leitura há uns bons 5 anos, e eu sempre protelava. É uma historia muito clássica, da qual eu conhecia o enredo muito superficialmente e sabia que tinha virado filme com o Leonardo Dicaprio. Fim. Não sabia mais nada. Nem o filme eu tinha assistido. Mas resolvi que esse ano eu ia concluir essa missão.

Logo no começo, eu fiquei maravilhada com a escrita de Fitzgerald. Já tinha lido O Curioso Caso de Benjamin Button mas li em inglês, e como foi o primeiro livro que li em inglês, acho que bastante coisa acabou se perdendo. Mas essa edição de O Grande Gatsby da Leya (a de capa verdinha) foi brilhantemente traduzida. E eu fiquei apaixonada com a escrita, com a narrativa, com a construção dos personagens tão delicada através dos olhos do narrador.

“Gatsby acreditava na luz verde, no futuro orgástico que, ano após ano, recua diante de nós. Iludiu-nos antes, mas não faz mal, amanhã correremos mais velozes, estendendo os braços mais além… E em uma bela manhã… E assim avançamos, barcos contra a corrente, incessantemente impelidos de volta ao passado.”

O Grande Gatsby

Em várias sinopses na internet nós podemos ler a respeito de como Nick Caraway odiava os ricaços do tipo de Jay Gatsby e etc e etc. Porém, eu discordo redondamente. Em O Grande Gatsby nós temos um típico bromance, uma história muito bonita de uma amizade que se desenvolve; e um amor antigo que parecia perdido. Nick faz de tudo que pode para ajudar e acobertar Gatsby, e é o único que permanece a seu lado no final. Como ele é o narrador, só conhecemos Gatsby por seus olhos, e ele narra a história do gangster milionário com muita ternura e carinho.

“Era um desses raros sorrisos que trazem em si algo de segurança e de conforto; um desses sorrisos que você encontra umas quatro ou cinco vezes em toda uma vida vida. Um sorriso que parecia encarar todo o mundo, a eternidade, e então se concentrava sobre você, transmitindo-lhe uma simpatia irresistível. Era um sorriso que o compreendia até o ponto em que você queria ser compreendido, acreditava em você como você gostaria de acreditar em si mesmo e lhe garantia que tinha de você a impressão mais favorável que você teria a esperança de comunicar. E, exatamente nesse momento, ele se desvaneceu.”

 

A névoa de mistério que Fitzgerald cria em torno de Gatsby no começo do livro é genial porque eu fiquei com a história agarrada na minha pele. Eu ia trabalhar pensando nessa trama, eu almoçava pensando nela e eu sonhava com ela, até concluir. E ainda assim, eu fiquei com a história na cabeça por dias inteiros mesmo quando já estava lendo outras coisas.Fazia muito tempo que um livro não mexia tanto comigo, que não me convencia a níveis tão intensos. Que delícia isso, cara!

Os Personagens de F. Scott Fitzgerald

As mulheres da história também são muito marcantes e cheias de personalidade, sendo peças chave para as tragédias que se desenrolam. São as famosas melindrosas, cheias de pó de arroz no rosto e no colo, fumando elegantemente cigarros em suas longas piteiras. Vivi uma relação intensa de amor e ódio com Daisy Buchanan e Jordan Baker. Ora amava, ora detestava, ora queria morder o nariz delas de nervoso. Mas fiquei de boca aberta com a força dessas personagens, e com o poder delas sobre a trama. 

Por outro lado, impossível não cair de admiração por Jay Gatsby e Nick Carraway – principalmente por este último, visto que ele é o narrador e a conexão que Fitzgerald estabelece entre nós é tão forte, que é como se estivéssemos imersos no mundo dele, vendo pelos olhos dele, e sentindo o que ele sentia. Esses dois são românticos, sonhadores, sentimentais. Quem não ama?

“Ele estava se equilibrando sobre o para-lama lateral do carro com a agilidade de movimentos que é tão peculiarmente americana e que nos vem, suponho eu, da ausência de trabalho braçal pesado na juventude; e, ainda mais, da graça disforme dos esportes que praticávamos de forma esporádica e nervosa. Esta qualidade se revelava constantemente através de seus modos deliberadamente educados, como uma espécie de ansiedade.”

Nem preciso dizer que recomendo até o último fio de cabelo né? Eu amei a trama, os links que o autor faz com o contexto histórico em que foi inserido, a construção delicada e complexa dos personagens. Amei os recursos alegóricos que ele usa pra explicar a sociedade, a narrativa intensa e bonita, a tradução cuidadosa. Fazia meeeeses que não ficava balançada assim por um livro, e tô sentindo o impacto até agora.

Vai na fé!

Título: O Grande Gatsby
Autor: F. Scott Fitzgerald
Ano: 1925
Páginas: 176 páginas
Editora: Leya

Nota

5 estrelas o grande gatsby bad rain

Onde Comprar

Se você já leu, e discorda de mim, comenta sua opinião. Eu gosto muito de receber pontos de vista diferentes do meu, é sempre bom debater! Sua opinião é muito importante pra mim e eu aprendo muito com vocês. 

E não se esqueça de participar do sorteio! Só vale até amanhã!! CLICA AQUI!

Beijos <3 Até a próxima!

comments

Conta pra mim o que você achou: