Clube do Filme – David Gilmour #resenha

Esse livro já estava na minha lista de desejados há tempos, mas não achava nem pra comprar nem pra baixar, mas o encontrei no Lê Livros e comecei a ler na mesma semana. E o veredicto, não é nada bom. Eu odiei! Eu dei 1 estrela das 5 possíveis no Skoob, embora ele tenha sido avaliado em 3,5 estrelas.

Clube do Filme

Ano: 2009
Páginas: 240
Editora: Intríseca

O livro é do David Gilmour, que antes de eu googlar para escrever esse artigo, pensava que era o do Pink Floyd, mas não é!! Esse David Gilmour é um crítico de cinema canadense, e esse livro é uma história real dele com seu filho adolescente Jesse.

Eu quis esse livro porque eu amo listas e amo clubinhos! A ideia de um clube do filme me chamou muito a atenção, porque eu teria toda uma lista de filmes proposta pelo livro para assistir, seguir e guiar as escolhas dos meus filmes. Bem, isso foi meio que uma das decepções porque o autor escolhe clássicos bem antigos (que eu gosto um pouco) e os critica e comenta com olhos de conhecedor (o que eu não gosto, e não entendo – minha atenção é concentrada na trama e não às variações de meio tom de cor na sombra que a árvore projeta na calçada, provavelmente eu nem teria percebido que havia uma árvore). Eu terminei com uma lista de filmes antigos na mão, e pouquíssima vontade de encarar esse desafio.

Caso eu me inspire e comece, se vocês quiserem, a gente pode fazer junto!! <3

Um pai. Um filho. Três Filmes por Semana.

O Clube do Filme

Então vamos à história. Estou fazendo todo o possível para não revelar a história ou alguma coisa muito importante.

Há dois princípios invioláveis no universo. O primeiro é que você nunca consegue nada que valha a pena de um babaca. O segundo é que, quando um estranho se aproxima de você com a mão estendida, não é porque ele quer ser seu amigo.

Jesse é um jovem problemático, que mata aula toda semana e os pais precisam comparecer à escola, que não faz dever de casa, escondendo-os quando seu pai pergunta sobre eles, que já foi preso por pichar o muro do bairro. Como David é separado da mãe do garoto, eles resolvem que morar com o pai por um tempo ajudaria no temperamento do jovem, e Jesse veio para a casa de seu pai e da madrasta.

Depois de perceber os problemas de seu filho com a educação convencional, David decide dar a ele uma oportunidade de ouro: ele pode parar de ir a escola, se quiser, não precisaria pagar aluguel nem estudar nem arrumar emprego nem nada, mas em troca disso deveria assistir a pelo menos 3 filmes por semana com seu pai e ficar longe das drogas.

Nessa parte eu comecei a ficar incomodada, porque o garoto tem 16 anos e pode fumar dentro de casa, pode chegar às 2h da manhã, bêbado de uma farra com amigos, e tem seu quarto no porão, ao qual seu pai não tem acesso. Já acho permissivo em EXCESSO, ainda mais para um delinquentezinho que já havia sido preso por vandalismo e mentia para matar aulas. E seu pai, super “compreensivo” (lê-se conivente), ainda decide dar a ele a chance de se eximir até mesmo do compromisso de terminar o Ensino Médio! E o cara fez isso sem nem consultar a mãe do garoto, apenas a informou sobre o caso, dias depois. Já agarrei ódio.

Mas tudo bem, aceita que dói menos! Pensei que aguentaria essa merda ladainha para ter acesso ao clube do filme! Eba! Mas não tem clube do filme nenhum. Eles passam quase 3 anos apenas assistindo aos filmes que David escolhia a fim de ‘captar’ a atenção de Jesse, de melhorar o humor de Jesse, de aliviar a dor do pé na bunda de Jesse, de ajudar com a ressaca de Jesse, para que eles passem algum tempo juntos.

David Gilmour e Jesse
David Gilmour e Jesse

Sobre os filmes, às vezes aparece uma introdução de três parágrafos no máximo sobre um ou outro. Cheio de spoiler (mesmo que os filmes sejam antigos, não deveria captar a atenção do menino? Aí você introduz o filme contando o final, e manda o menino prestar a atenção no comprimento da escada que muda ao longo do filme? Não entendi!). E tem filme que ele gasta três palavras para dizer que assistiram.

A segunda vez que que você vê uma coisa é na verdade a primeira vez. Você precisa saber como a coisa termina antes de poder apreciar sua beleza desde o início.

E ao longo desse tempo, David fica justificando as atitudes do garoto e passando a mão na cabeça dele, até mesmo quando descobre que o menino usou cocaína. O foco é sobre as decepções amorosas de Jesse adolescente – momento em que parece mesmo que nosso coração partido é o fim do mundo, mas mesmo de coração partido, se eu chegasse em casa com 17 anos podre de tequila, eu levava uns tapas muito bem dados, e ficaria de castigo por pelo menos 98 anos, e hoje com 26 acho que minha mãe estaria mais que certa.

O que eu quero dizer é que não tem problema nenhum em ir para a cama com uma idiota, mas jamais tenha um filho com ela.

Enfim. Jesse vai se envolvendo com pessoas estranhas, só acorda depois do almoço, bebe demais, fuma demais, come com a boca aberta, mente pra caramba e depois confessa com cara de arrependido, aí fica tudo bem, porque ele contou! Assiste aos filmes com tédio infinito e o pai dele se esforça cada vez mais para escolher filmes que o afastem de seus problemas e que ensinem lições de vida (mesmo que equivocadamente). O pai dele tem mais medo de magoá-lo ou aborrecê-lo ou até mesmo desapontá-lo, do que vontade de dar uma educação válida para esse menino ser um adulto responsável.

Quando chega o final, você pensa: agora, sim, vai ter um clímax, um plot twist, ALGUMA MALDITA COISA para animar essa história. Mas não. O final é tão chato quanto cada uma das 240 páginas do livro. Um dos livros mais decepcionantes que li esse ano! Sinceramente, não recomendo!

Histórias de amor que começam com sangue tendem a terminar com sangue.

Você já leram? O que acharam?

Beijo <3

P.S.: Não teve foto bonita do livro porque eu li a versão downloadeada sem capa, no kindle. Fica pro próximo! Hihihi >.<

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Comentários

  1. Eu achei esse livro numa de minhas visitas num sebo, e comprei pelo título mesmo. Faz tempo que li, mas lembro de ter gostado. Você descreveu de uma forma que eu não enxerguei. Me apeguei mais à ideia de juntar as vidas com os filmes, e como a maioria eram filmes clássicos e eu adoro, gostei bastante das indicações (algunss até já havia assistido).
    Resumindo, eu gostei. E achei muito interessante essa visão que você teve dele. Bem diferente de como o encarei. Hehehehe

    1. Magda, e isso é o mais gostoso a respeito de livros, cada um consegue vivenciar a experiência de um jeito diferente!
      Que bacana que você gostou!
      Muito obrigada por compartilhar seu ponto de vista com a gente! Essa semana tem mais resenha!
      Beijo!