TAG – Cachorros Literários

Mais uma TAG bacanuda e desafiadora! Vi no blog da Denise, do Uma Certa Jovem, e achei ultimate cute.
Lógico que deu aquela vontade arrasadora de responder, fiquei aflita de ansiedade e indecisão, mas tá aí!
Como é a TAG? São 7 raças de cãezíneos, cada um com uma perguntinha que define o cãozíneo em questão, e o livro que eu escolhi. It seems fun!
Mas atenção: esses filhotinhos são lindos e fofinhos e bolinhas deliciosas de pelo, mas POR FAVOR não compre animais, sejam de raça ou vira-latas. Tem muito bichinho órfão, abandonado e desesperado por amor e carinho. Se você está pronto pra ter um bichinho, visite os abrigos e procure na internet por filhotes para adoção.

Cachorros Literários

1. Shih Tzu: Um livro que você leu porque estava na moda

Shi Tzu

Inferno – Dan Brown

Comprei esse livro na semana de lançamento, e todo mundo estava lendo e comentando sobre ele, com resenhas maravilhosas, rasgando milhares de elogios. Não que eu tenha achado ruim, eu achei ótimo, um thriller super empolgante, correria, perigos, aventuras. Minha nota foi 4 estrelas das 5 possíveis. Só que eu sou contra livros com aquela receita de bolo que os romancistas hypados acabam seguindo. Esse livro não tem absolutamente nada de diferente de nenhum dos outros livros de Dan Brown. Parece que ele estava com preguiça, pegou aquele passo a passo dos best sellers de Robert Langdon, e copiou, mudando os nomes e as cidades e a desgraça iminente que os mocinhos precisam evitar. Enfim. É bom, mas não é sensacional.

2. Pit Bull: Um livro que você ainda não leu ou demorou a ler, porque estava intimidado com a leitura

Pit Bull

O Evangelho Segundo Jesus Cristo – José Saramago

Na verdade, eu ainda estou lendo este livro. Comecei essa semana, num dos quesitos do Desafio Literário de 2015: um livro banido. Já tinha ouvido falar muito e muito bem desse livro, Saramago tem um Nobel não é a toa, já li outros livros dele antes e amei, e eu já estava com esse em mãos e na meta de leitura há tempos, mas acabei postergando um tempão antes de começar a ler. Primeiro porque a premissa é revolucionária e muito corajosa (tem que ter bolas pra abordar esse tema dessa maneira). Segundo, porque o autor pediu para manter a grafia portuguesa e a escrita dele, nessa configuração, é um pouco cansativa e difícil. Eu tenho medo de clássicos porque meus gostos são diferentes e eu nem sempre consigo concordar com a ‘unanimidade’. Mas até agora, faz jus a cada prêmio recebido vai ter resenha no fim do mês, certeza!

3. Pinscher: Um livro que fez “barulho demais” quando foi lançado, mas não fez jus aos comentários

Pinscher

Juliette Society – Sasha Grey

Eu, honestamente, comprei esse livro cheia de boas intenções por causa da autora – Uma atriz pornô super jovem e ambiciosa, larga a carreira e se torna escritora. Merece uma salva de palmas de pé! (Não por ‘largar essa vida’ mas por ter planejamento e objetivos claros, e correr atrás de seus sonhos). A internet apenas ENLOUQUECEU com esse livro, filas quilométricas no lançamento e na noite de autógrafos. Enfim, MUITO MUITO barulho. O livro ‘teoricamente’ conta a história de uma sociedade secreta composta pelos maiores figurões do mundo, que se reúnem de vez em quando pra umas sacanagens proibidas e sigilosas. Mas na realidade, o livro é uma bosta com B maiúsculo. Só tem putaria das brabas, sem refinamento, sem erotismo. Umas alusões vazias a filmes renomados (porque a personagem principal é estudante de Cinema), e Sasha, pra chocar o leitor a todo o tempo, insiste que putaria é o verdadeiro sentido de Deus. Assim, muito tenso. Não consegui nem passar da página 100.

4. Vira Lata: Um livro que não é valorizado ou conhecido, mas é o melhor do mundo

Vira lata

O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman

Toda TAG de livros e toda lista de leitura vai ter Neil Gaiman, Shepps? Sim. E se reclamar vai ter até dois. HAHAHA Esse não é o melhor livro do mundo. Até porque essa é uma declaração muitíssimo perigosa. Eu fritaria o meu cérebro antes de conseguir responder isso. Mas na vibe do ‘livro não valorizado que é fodão’ tem esse. É um conto fantástico do arco de deuses-bicho do Neil Gaiman. A ilustração da capa é a coisa mais linda, e a história… Eu fico com dificuldades ao tentar resenhar. Assim que terminei de ler o livro, fiquei abraçada nele por uns bons minutos, voltei no começo e li tudo de novo. Pra vocês terem uma ideia de como essa história é maravilhosa. O que eu posso dizer é: leiam o mais urgentemente possível.

5. Pastor: Um livro que você tem um sentimento de proteção, e não empresta pra ninguém

Pastor

O Senhor Dos Anéis – J. R. R. Tolkien

Eu não gosto de emprestar livros. Isso é um fato, porque eu sou ciumenta, e porque eu tive péssimas experiências com empréstimos. Ou eles voltaram em más condições, ou (na maioria das vezes) nem voltaram. Então, eu recomendo, eu resenho, eu converso a respeito e descolo um descontinho amigo, mas não empresto. Nas outras TAG’s (AQUI e AQUI) que tiveram esse tipo de quesito, eu mencionei as minhas edições definitivas de Sandman e de Watchmen. Dessa vez, escolhi o meu O Senhor Dos Anéis. Na verdade, eu não gosto nem que as pessoas coloquem a mão nele pra não sujar a capa, que é toda branquinha. Essa arte do Gandalf na capa é a coisa mais linda. É uma edição única, de 1212 páginas, da Martins Fontes. A coisa mais linda desse mundo. Não empresto, nem a pau.

6. Salsichinha (Dachshund): Um livro que tem “muito corpo pra pouca perna” (ou seja, que poderia ser encurtado, porque tem muita encheção de linguiça)

salsichinha

Entrevista com o Vampiro – Anne Rice

Taí um troço complicado. Eu me considero, muito modestamente, uma crítica. Dou minha opinião pessoal em tudo o que é livro e filme – isso vocês estão carecas de saber. Mas fico com o coração partido de sugerir uma mudança na história, por mais que eu tenha detestado, porque quando o autor escreve daquele jeito, significa algo pra ele. Dito isto pra me desculpar, um livro que eu acho que poderia ser mais enxuto é Entrevista com o Vampiro. Anne Rice gasta muito tempo descrevendo a cidade e as cortinas e as roupas e as coisas e os sentimentos e divagações de Louis, sendo que poderia ter gastado esse tempo e energia construindo melhor os personagens, amarrando melhor os personagens uns aos outros, e pensando num final melhor. Desculpa, sociedade, mas eu não curti muito esse livro, não. Lembra do que eu disse ali em cima sobre ter medo dos clássicos? Não gostei do final, não gostei nem da construção da narrativa nem dos personagens odiosos. Eu até entendo o autor construir um personagem incrível e mata-lo no final, mas tenho dificuldade em entender um autor que constrói os personagens apenas pra que a gente os odeie e fique com vontade de largar o livro, só de raiva.

7. Labrador: Um livro que é a melhor lembrança da sua infância

Labrador

A Droga do Amor – Pedro Bandeira

Esse foi o primeiro livro que eu li da série dos Karas (embora seja o quarto da sequência) – um grupo de cinco adolescentes que combatem o crime numa escola do interior. Muito emocionante, misterioso, thriller que ganha nossos corações facilmente. E com certeza é uma das melhores lembranças da minha infância. Honestamente, mesmo se for adulto e não tiver lido, vale a pena. É infanto-juvenil mas é MUITO MELHOR que muito livro hypado que tá rolando por aí.

Cachorros e livros

Fiquem a vontade pra responder, seja nos seus blogs, ou nos comentários aqui em baixo que eu finalmente consegui fazer funcionar. Sintam-se tageados e a vontade pra discordar de mim!
Se responder no seu blog, deixa o link aqui, que posto!
Esses filhotíneos eu pesquisei na internet, então, se alguma raça estiver errada, me corrige que eu arrumo aqui!
Beijo <3

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