Wayne de Gotham #resenha

A promessa de Tracy Hickman nesse livro é mostrar um pouco da vida do Homem Morcego por trás da máscara, suas motivações e anseios, e como é ser um Bruce Wayne de meia idade, vivendo no ostracismo, lutando incansavelmente contra o crime e contra seus próprios fantasmas.

Estranhas pistas levam Batman a uma trilha de revelações sobre seus pais, ele percebe que não sabe muita coisa sobre o passado de sua família e não consegue se afastar da verdade. Vai cavando cada vez mais fundo, passando por cima de tudo e de todos para descobrir quem está por trás dessa trama e quem realmente foram Thomas e Martha Wayne.

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Wayne de Gotham – Capa
Wayne de Gotham - sumário
Sumário

Tem porradaria e quebra-quebra, do jeito que o bom e velho Batman tem que ser? Tem, sim, senhor. Tem aqueles interrogatórios incisivos e típicos do Homem Morcego? Tem, sim, senhor. Tem investigações do tipo CSI, com montes de tecnologias de ponta, cinto de utilidade, bat-móvel que vira bat-barco, exoesqueleto, bat-sinal para o Comissário Gordon chamar o morcegão, capa esvoaçante, bomba de fumaça e todas aquelas bat-coisas? Tem, sim, senhor, e tem MUITO, manda mais!!

O livro se passa em duas épocas: nos dias de hoje, com Bruce investigando as pistas que conduzem à verdade sobre seus pais, e lutando contra conhecidos inimigos, sendo auxiliado pelo incansável (e aparentemente centenário) Alfred Pennyworth; E em meados da década de 50, quando o jovem Thomas Wayne, recém saído da faculdade de Medicina, se envolve com Martha e assume a Wayne Enterprises, se envolvendo com pessoas e situações perigosas e emocionantes.

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Contra-capa

Título original: Wayne of Gotham

Autor: Tracy Hickman

ISBN: 9788577344161

Ano: 2013 / Páginas: 270

Editora: Fantasy Casa da Palavra

Link oficial: http://www.fantasycasadapalavra.com.br/waynedegotham/

 

Contar uma história sobre o Batman sempre traz expectativas enormes, gigantescas, colossais. A miríade de fãs do Cavaleiro das Trevas e de seus vilões (sim, por que não?) já conhece praticamente tudo o que há para se conhecer sobre a vida e sobre as lutas do morcego, até mesmo análises psicológicas já foram feitas sobre o personagem. E talvez por isso o livro tenha sido uma decepção tão grande.

[A partir daqui eu escrevo sobre alguns detalhes do livro, que podem ser interpretados como spoilers, embora eu realmente não esteja contando nada revelador sobre a história em si ou sobre o final – só não diga que não avisei!]

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Detalhes dos capítulos

Primeiramente: que quantidade bizarra de erros de continuidade! Daqueles que você volta na página anterior pra conferir e fica “Não ENTENDIR!”. Como o livro é escrito em duas épocas diferentes, a cada vez que vai pro passado ou presente, o autor indexa o local e o horário da ação e no decorrer do capítulo afirma que está em local ou horários diferentes. Além de colocar diversas ações num período de tempo apenas impossível, de um jeito que deixa a gente com aquela cara de interrogação, e faz com que a gente volte páginas pra ver se estava entendendo o treco direito.

Segundo: a inserção de vários personagens icônicos apenas ‘para constar’. Vários ídolos dos fãs de quadrinhos aparecem na história, super desnecessariamente, agindo de modo incoerente com o cerne do personagem, com uns diálogos nada a ver com nada. Dá para compreender de maneira óbvia que o autor usou da ‘fama’ de certos vilões (e mocinhos) para chamar a atenção do público alvo. Como escrever um livro sobre o Batman e não incluir Coringa ou Comissário Gordon? Pois é, o autor optou por incluí-los porém não soube justificar nem a presença deles para a trama, que dirá o motivo por eles estarem tão estranhos.

Terceiro: a fim de seguir a linha durão e sombrio do Homem Morcego ditado pelos últimos filmes do Nolan, o autor coloca Bruce Wayne como um sujeito amargurado, forever alone, babacão e agressivo até com o próprio Alfred. Grosseirão mesmo. Super esquisito.

E por último: Muita coisa na história fica mal explicada. Fatos que gastam uma boa dezena de páginas, não contribuem pro desfecho da história, e no final, passam sem explicação. O autor descontrói a imagem dos pais de Bruce e não explica depois como foi que terminaram juntos. Não explica a esquisitice do Gordon, nem de Scarface, nem de Spellbinder. Eu cheguei a conferir se meu livro não tinha vindo faltando páginas, pra vocês verem que tenso!

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Enfim, a expectativa é a mãe da merda.

Quando a gente sonha muito alto, o tombo sempre é muito maior. O livro é um sucesso de vendas, isso é inegável –  e não tem como ser diferente quando você lança o símbolo do Batman logo na capa, bem amarelo, né? Mas a história é amadora, deixa muito a desejar, é quase desleixada. Você espera um thriller daqueles de tirar o fôlego, com muita ação e muita investigação e mistério, e o livro é apenas lento. Nota 3 de 10.

Vocês já leram? O que acharam? Curtiram?

O link para o livro no Skoob:

 

Wayne de Gotham
Wayne de Gotham – Skoob

Dá pra comprar?

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