TAG – Como eu Era Antes de Você

Nossa agenda de vídeos do canal Bad Rain está seguindo a todo vapor, companheiros! E para esse glorioso dia de hoje, teremos mais uma TAG literária fresquinha para vocês!

Como Eu Era Antes de Você

Acompanhando o hype gerado em torno do filme, a TAG vem com a proposta de encaixar 5 livros em algumas situações do filme/livro. Mas tia Shepps tem que avisar uma coisa: dependendo da sua sensibilidade, pode conter fragmentos de spoilers. Então, para não dizer que  meu coração é de pedra, lá vai o aviso:

spoiler-alert

Eu tentei responder com livros diferentes dos quais eu já falei a respeito no blog e no canal, para apresentar para vocês opções fresquinhas e diversificadas. Os que já tiverem resenha, tem link.  Então vamos lá?

  1. A protagonista Lou surpreendeu Will e a todos com seu carisma, apesar de sua vestimenta totalmente fora dos padrões para a família Traynor. Qual livro te surpreendeu também, apesar da capa super extravagante?
  2. Quando Lou começou a trabalhar com Will, as coisas não foram nada fáceis para os dois. Que livro você não gostou no começo, mas depois não queria que acabasse?
  3. A relação de amor entre Lou e o namorado era um pouco fria e sem carisma. Se lembra de algum livro que leu e lhe causou a mesma falta de carisma do início ao fim da leitura?
  4. Para Lou, proporcionar algumas alegrias a Will era questão de honra. Qual foi o livro que te proporcionou tantas alegrias durante sua leitura?
  5. No final de Como Eu Era Antes de Você, foi impossível conter as lágrimas. Existe algum livro, que tenha te arrancado tantas lágrimas, assim como este?

TAG Literária

SOLTA O PLAY, DJ!

 

Essa TAG é uma proposta do grupo Culturação, um dos temas do mês de julho para blogagem coletiva. Como funciona isso? Vários blogueiros e youtubers se reunem e votam em três temas por mês para conteúdo comunitário. Você faz se quiser e quantos quiser. Isso serve para ajudar quando bate aquele bloqueio criativo, para que os blogueiros interajam mais e melhor, a fim de criar uma comunidade mais unida e respeitosa, além de servir para que a gente conheça blogs parceiros e de mesmo nicho.

Espero que vocês tenham gostado!

Responde a TAG você também, seja em vídeo, ou post no seu facebook ou no seu blog, seja aqui nos comentários ou lá no canal – mas me marca, ou linka aqui pra mim, que eu vou adorar saber sua opinião! Não se esqueçam de se inscrever no canal, e dar um joinha no vídeo, para que eu continue fazendo vídeos bacanudos pra vocês.

Até a próxima! Beijo <3

Salvar

Hikari Sushi Bar

  • Funcionamento: Segunda a Sábado, de 18h30 às 23h.
  • Telefone: (24) 3348-9841
  • Endereço: Rua Dois, 51, Conforto, Volta Redonda – RJ
  • Sitehttp://hikarisushibar.com.br/
  • Facebook: https://www.facebook.com/hikarivr/

Hikari Sushi Bar

Não encontramos a proposta ou a missão do restaurante em lugar nenhum, nem no site nem na página do facebook. Portanto, vocês terão que confiar apenas em nossas observações >.<

Localização

O local é muito legal, bem localizado e bastante fácil de chegar – é logo na Rua Dois, super perto da Vila Santa Cecília, uns 10 minutos caminhando desde o Sider Shopping. Não tem estacionamento, porém sempre há vagas nas ruas no entorno do restaurante depois das 18h.

Ambiente

Hikari Volta Redonda

A decoração é muito linda, obviamente dentro do tema. As paredes são cobertas com fotografias sensacionais, hipnotizantes. Há uma varanda bem grande, ao ar livre porém coberta; e há a área interna, climatizada, bem menor mas muito aconchegante, com mesas menores.

O banheiro é bastante ok! É pequeno, mas bem limpo. Não há local para troca de fraldas. O único defeito que encontramos é a ausência de indicação para o banheiro. Não há uma plaquinha ou sinal indicativo. Um de nossos convidados entrou no banheiro errado.

O acesso tem uma rampa para cadeirantes, porém seria exagero dizer que o local é acessível. As mesas são muito próximas umas das outras, gerando possíveis dificuldades de locomoção caso o local esteja cheio (sempre está). O banheiro também não é exatamente acessível. Acredito que dê para melhorar bastante ainda nesse quesito.

Não tem espaço para crianças.

Atendimento

O atendimento foi muito bom, bem acima da média para os restaurantes da região, principalmente para os japoneses.

Não há hostess, de modo que você se senta onde houver lugar, ou onde preferir. Os garçons são muito atenciosos, muito bem treinados, solícitos, educados e pró-ativos. Embora o local estivesse bastante cheio, fomos muito bem atendidos.

Comida

A variedade do cardápio é assombrosa. Há muitas opções diferentes, tanto as tradicionais – muito bem feitas, bom tempero, ingredientes de boa qualidade; quanto as especialidades – surpreendentes e muito gostosas; quanto as low carb – é o paraíso, já que há várias opções sem a famigerada massinha frita e também sem arroz; quanto opções vegan.

Não há distinção de comida no rodízio. Como assim, Shepps? Na maioria dos restaurantes japoneses da região há um cardápio com algumas opções a la carte, que geralmente não são incluídas no rodízio, ou há um rodízio especial – mais caro – com a adição desses itens. No Hikari Sushi Bar não se pratica isso. Todos os itens do cardápio podem ser pedidos no rodízio, inclusive os temakis e as sobremesas.

IMG_5062

Os amarelos: Maracujá Light; com cream cheese e cebolinha: Salmão Light Flambado; no canto superior direito: Sashimi Flambado de Salmão; e no canto inferior direito: Sashimi de Polvo

Rodízio

Fomos para o rodízio japonês, que é a especialidade do local.

  • Valor individual: R$ 63,90
  • Valor promocional para quer chega até 19h: R$54,90

Nosso grupo era de 5 pessoas e nós comemos MUITO bem (pra não dizer MUITO muito). Portanto, não se assustem com o volume de comida Hihi ogrinhos.

Entradas

Nosso pedido: Carpaccio de salmão, Tataki, Tempurá de camarão, Harumaki de camarão e Robata de camarão.

Veio bem rápido! Os itens fritos estavam pelando. O tempurá é apenas MARAVILHOSO! O tempero é incrível! Eu estou escrevendo com vários pontos de exclamação porque o tempero desse tempurá (e da robata) são de cair o queixo. O requeijão usado no harumaki é muito gostoso, também temperadinho, com aquele TCHAN, nada daquelas comidas sem graça que encontramos por aí.

O tataki é meu pedido preferido. Para quem não conhece, é uma espécie de cheviche – salmão, atum e robalo picados em cubinhos, em um molho de limão e shoyo salpicado com gergelim – estava ótimo, bem fresquinho, assim como o carpaccio.

Tataki Hikari

Tataki

Pratos Frios

Nosso pedido: Sashimi de salmão, Sashimi flambado de salmão, Sashimi flambado de atum, Sashimi de polvo.

Estava muito bom, super fresquinho e suculento. O corte do peixe estava perfeito, de modo que não ficou aqueles pedaços fribrosos, difíceis de mastigar. O flambado estava no ponto, morninho por fora, gelado por dentro. Só de escrever esse review, eu estou salivando!

Nosso Pedido: Hot Filadélfia, Salmão light, Dorai Tomato.

O Hot Filadélfia estava bom. Nada demais. Quentinho, bem feito, honesto. Assim como o Dorai Tomato. O Salmão Light estava perfeito. Tanto o cru quanto o flambado estavam sensacionais! Muito pouco arroz, salmão bastante carnudo. Impecável.

Nosso pedido: Maracujá light, Palmito roll, Zeri picante.

Essa leva do nosso pedido incluía itens exclusivos que eram as especialidades da casa.

  • O Maracujá light é exatamente como o salmão light, porém com uma pocinha de maracujá por cima. No começo estávamos reticentes com essa mistura, mas depois de experimentar, pedimos de novo mais umas 3 vezes. É absurdo de tão gostoso, a acidez do maracujá combina perfeitamente com a gordura do salmão.
  • O Palmito Roll é um pedaço generoso de salmão, que enrola palitos de palmito. Tudo isso flambado. Só eu devo ter comido umas 15 peças desse sushi. Sem brincadeira. É de outro mundo. É o item que nos faz escolher o Hikari no lugar de qualquer outro restaurante. Muito muito gostoso. Nunca vi em nenhum outro lugar antes. Eu quero casar com essa comida! <3
Palmito Roll Hikari

Palmito Roll – imagem retirada do site oficial

  • O Zeri Picante é um sushi comum, porém com cobertura de geléia de pimenta e flocos de arroz. Muito gostoso! Eu amo pimenta nas coisas, e no sushi fica bastante bom.

Yakissoba

Um de nossos convidados não quis o rodízio, e optou por um Yakissoba de carne de boi. Custa R$ 26 e estava muito gostoso, bem temperado, saboroso, ligeiramente picante. Os legumes frescos e bem cozidos, a carne macia e suculenta.

Yakissoba Hikari

Yakissoba de Carne Hikari

Sobremesas

As sobremesas demoraram bastante para vir. Tivemos que perguntar a respeito umas duas vezes. Considerando que o local estava literalmente apinhado, relevamos.

Pedimos o Banana hot que é um makimono de arroz com banana, frito e coberto com calda de chocolate. Bastante honesto, porém nada demais. Nenhum temperinho especial, nenhuma apresentação apetitosa. Ligeiramente desleixado, parece. Bem mediano.

E finalizamos com Harumaki de Chocolate. Veio bem quentinho, o chocolate é de boa qualidade. Bem gostoso, mas nada de extraordinário, também.

Harumaki Chocolate Hikari

Harumaki de Chocolate – imagem retirada do site oficial

Bebidas

O cardápio de bebidas é honesto, tem várias opções de cerveja, vinho, sucos. O preço é um pouco acima do usual, porém dado o custo x benefício do rodízio, isso era esperado e até aceitável.

Pedimos cerveja long neck (Budweiser) que não estava muito gelada, nem mesmo quando chegamos, e custa na faixa de R$ 8 e água sem gás, na faixa de R$ 4 – que vem naquelas garrafinhas cretinas de 300 ml. O que me deixa profundamente revoltada – não se serve uma garrafinha safada daquela, gente, isso não existe! Não importa cobrar mais caro pela garrafa de 500 ml, mas não me vem com aquela quantidadezinha mixuruca de água, que me dá vontade de ir embora!!

Resumo

Já fomos várias vezes, e continuaremos indo. Até o fechamento dessa matéria, não encontramos opção melhor na região. Caso vocês conheçam, é só me convidar que eu topo!

Avaliação Hikari

Você já foi? O que achou?

Beijo <3

comments

Unboxing Nerd ao Cubo – Junho/2016

Tia Shepps está curtindo tanto esse lance de fazer exposição da figura em praça youtúbica que hoje ainda não é sexta-feirosa mas tem vídeo! Ora ora vejam, quem diria?

E para melhorar, tem vídeo de unboxing! Quem ama?

Vamos combinar uma coisa: nas sextas-feiras eu continuo postando os conteúdos vlogueiros e literários habituais, e quando houver unboxing ou alguma surpresinha bacanuda, eu posto nas terças-feiras. O que vocês acham?

Nerd ao Cubo

A Nerd ao Cubo oferece o serviço de assinatura mensal pensado e desenvolvido para o público Nerd, Geek e Gamer. Entregamos todos os meses uma caixa misteriosa repleta de produtos cuidadosamente selecionados por nossa equipe nerd. Além de descobrir que os produtos valem muito mais do que o valor investido, nossos assinantes ainda experimentam a expectativa, curiosidade e surpresa de abrir uma caixa diferente todos os meses.

É MUITO legal! Custa R$ 59,90 + frete, e vem 4 ou 5 itens variados + 1 camiseta + 1 bottom nerd que a mão da coleção chega até a tremer. Esses itens podem ser: action figure, cards de jogos tipo magic, livros, canecas, miniaturas, pelúcias, enfim, um tanto de coisa maneira que vai deixar sua estante do jeito que a gente gosta! As camisetas tem de todos os tamanhos, e você seta na hora da assinatura (porém, se precisar mudar de tamanho ao longo do caminho, é super fácil).

Sou assinante há uns seis meses, e nunca me decepcionei. Inclusive já veio um BUSTO do DARTH VADER, o próprio! (e deu até porradaria aqui em casa pra ver quem ia ficar com ele – no momento estamos em guarda compartilhada)

Só tem uma má notícia: as assinaturas são limitadas! Abrem por um período do mês, e se você perder o prazo, só conseguirá assinar no próximo mês. Mas uma vez assinado, sua caixinha chegará todo mês sem preocupações.

Agora, aperta esse play com vontade para você ver que bacana as nerdices que chegaram esse mês aqui para nós!

Espero que vocês tenham gostado!

Vocês assinam? O que acharam do tema desse mês? E dos itens? Do que você mais gostou? Me conta! Sua opinião é extremamente importante para mim!

Beijo <3

** Como sempre, leitores amigos, estou recomendando o produto porque confio e gosto do conteúdo, não é um post publicitário, eu mesma pago minha caixinha todo mês com meu rico dinheirinho!

[Ruído] Trilogia The Game – Anders de la Motte #resenha

Título: [Ruído] Trilogia The Game – Volume 2
Autor: Anders de la Motte
Ano da edição: 2015
Ano de publicação: 2011
Páginas: 320
Editora: DarkSide Books

Há cerca de quatro semanas atrás eu encontrei um telefone celular no trem […]: o aparelho me convidou para jogar um Jogo de Realidade Alternativa, onde os limites entre a fantasia e a realidade eram confusos. Pequenas tarefas que você tinha que realizar, e filmá-las com o telefone ao mesmo tempo. E essas tarefas lhe davam pontos, […] onde seu desempenho poderia ser julgado por pessoas assistindo on-line. E você ganhava dinheiro, se fosse bem.

Alerta

Atenção, leitores do meu Brasil varonil!

Vou tentar ir resenhando o livro como sempre faço, sem revelar partes importantes ou que comprometam a experiência do leitor e logicamente, sem spoilers. Porém, como esse livro é a segunda parte de uma trilogia, quem não leu o primeiro, vai acabar tomando um ou outro spoiler por motivos óbvios, então, o aviso está aqui! SPOILER ALERT para quem não leu o primeiro livro. Para quem já leu, tá tranquilo e tá favorável.

spoiler-alert[O Jogo]

O primeiro livro da Trilogia The Game [O Jogo] traz a história de HP (Henrik Peterson) encontrando um celular no trem, e recebendo um convite para fazer parte de um jogo – conforme nota-se na citação no começo do artigo. Inicialmente, o Jogo pedia para ele pichar determinados muros, ameaçar determinadas pessoas. E ele vai upando sua pontuação, até ser o vice colocado.

O Jogo o instrui a jogar uma bomba em um determinado carro, ele joga. Acontece que o carro era de sua própria irmã – Rebecca Normén – que estava fazendo a vigilância de um comboio de certos políticos. Ele dá uma surtada e resolve que quer sair, obviamente o Mestre do Jogo não permite, ele começa a investigar e a trama do livro se desenvolve a partir disso.

Conforme eu havia dito no vídeo da TBR de Julho, eu não curti o livro. Comprei porque a ação da DarkSide com vários booktubers tinha sido extremamente interessante, simulando O Jogo, onde os participantes tinham que fotografar ou filmar coisas em dado prazo, etc.  Achei o livro mal escrito, a trama fraca, difícil demais de acreditar, muito forçado. Entretanto, a revelação de quem é o Mestre do Jogo no final do primeiro livro me fez ficar interessada na continuação.

Eu me deixei levar pela vibração, a sensação de que eu tinha um público de admiradores no espaço cibernético. Que me respeitava por todas as coisas que eu estava fazendo. E como o pobre viciado em aprovação que sou, me deixei ser arrastado sem protestar. Mudei tanto o limite do que eu pensava que era aceitável que eu não podia mais enxergá-lo.

Resolvi dar mais uma chance para o Anders de la Motte, e comprei o segundo livro.

[Ruído] The Game

[Ruído]

A história começa 14 meses depois, com HP viajando pelo mundo, cheio da grana, com milhares de identidades falsas, tentando se esconder do Mestre do Jogo. Rebecca Normém – a irmã dele – passa por uma situação complicada ao ser guarda-costas de uma política sueca em Darfur, acaba rolando uma investigação por má conduta, ela é afastada da força policial e alguém começa a fazer fofoca sobre ela em um fórum da internet.

Uma das acompanhantes de HP – Anna Argos – enquanto ele estava em Dubai é supostamente assassinada, e ele acorda de uma bad trip de drogas com a camisa ensopada com o sangue dela, e a polícia federal o prendendo. Consegue passar mais ou menos incólume pela investigação, e é deportado de volta para a Suécia. Ao chegar em seu país, aproveita que seu melhor amigo Magnus Sandstrom (Manga) está viajando pelo Oriente Médio, usa sua identidade para ser admitido na ArgosEye – a empresa da Anna, para investigar as circunstâncias de sua morte, e para verificar se sua intuição estava certa e se a morte de Anna estaria mesmo relacionada com O Jogo.

A vantagem que as autoridades e os que estão no poder tiveram por quase quatrocentos anos em relação à informação foi demolida.  A informação já não flui de cima para baixo, mas em qualquer outra direção também.

A ArgosEye supostamente faz controle de mídia para grandes empresas. Isso inclui monitoramento de palavras-chave, desaparecimento de links que denigrem a imagem dos clientes, criação de trolls que comentam e compartilham conteúdo dos clientes, influenciando assim a opinião geral. É comandada com mão de ferro por Phillip Argos (ex-marido de Anna) que reina no lugar – todos os funcionários o adoram como a um semi-deus.

HP – que agora se passa por Manga – consegue emprego nessa empresa, e uma semana depois já ganha uma promoção. Começa a investigar a ArgosEye, e conclui que a firma está sendo usada pelo Jogo para encobrir o rastro do Jogo na internet. Enquanto isso Rebecca Normén se envolve com um homem abusivo que tenta estuprá-la, enquanto está sendo seguida por algum hater que posta diariamente fofocas e calúnias sobre ela, enquanto é ameaçada e seguida por um ex-amante, enquanto dá um gelo em seu namorado traído.

Ambos estão se desdobrando para salvar suas peles e suas carreiras, investigando pessoas na internet para solucionar seu próprio mistério. Até que mais uma vez, suas histórias se cruzam.

Em outras palavras, os seres humanos modernos, amantes da liberdade, adoradores da integridade, se mapeiam até o pequeno detalhe mais privado. Nem mesmo George Orwell poderia ter previsto um cenário como este…

[Ruído] The Game

Anders de la Motte

Na esperança de que a história pudesse melhorar, por incrível que pareça, ela deu um jeito de ficar ainda pior. O primeiro livro é algo mais clubinho da morte, mais feito por pessoas afim de lesar as outras e essas coisas. Esse segundo livro envolve autoridades mundiais, empresas multimilionárias, acionistas, governos – esse tanto de gente jogando um Jogo ou usando O Jogo para manipular pessoas.

Eu acredito que isso realmente já aconteça nos dias de hoje, mas de uma forma muito mais convencional chamada Publicidade. Daí haver um Mestre do Jogo controlando todo esse fluxo de informações, matando e machucando pessoas para estragar a vida de um alguém específico, eu acho muito difícil de engolir.

Estamos ficando cada vez mais dependentes em ter outras pessoas nos dizendo o quanto somos inteligentes, ou atraentes, ou espertos. Que vida maravilhosa nós construímos, com nossos queridos companheiros e filhos maravilhosos, e quão felizes nossas vidas são em comparação com a de outras pessoas.

Se esse fosse o único problema dessa trama, a falta de credibilidade, eu até relevaria. Por exemplo, Rebecca estava dentro de um carro vigiando o prédio de seu agressor, quando seu irmão – que estava desaparecido sem dar notícias – cai desse mesmo prédio em cima do carro dela. Que coincidência providencial para um país imenso como a Suécia. Ou o amigo de HP – Manga – estar viajando com fins religiosos exatamente pelo tempo certo que ele precisa para usar sua identidade. Essas coisas teriam sido relevadas se Anders de la Motte tivesse escrito uma boa história.

Mas não. Ele abusa de referências bobas e nerds em momentos de seriedade. Sai gente desconhecida de todo lado para se envolver intensamente com a história a troco de nada. O jeitão descolado de HP, usado como alívio cômico só serve para deixar o personagem ainda mais superficial. Por falar nisso, a construção de complexidade dos personagens passou totalmente em branco. Não há um traço de personalidade nos indivíduos da história. O caráter de Normén, que havia sido satisfatoriamente delineado no primeiro livro, é completamente desconstruído nesse, a deixando fútil e promíscua.

Eu dedico um parágrafo inteiro para discutir sobre a figura problemática de Rebecca Normén. Ela é uma mulher que foi severamente abusada pelo namorado Dag, até que ela o empurra da sacada, ele morre. O irmão assume a culpa e vai preso no lugar dela. Excelente profissional, super preocupada com o irmão. Isso no primeiro livro. Nesse, ela passa 14 meses sem ligar para o irmão, arruma um namorado meia-boca para traí-lo com um carinha super abusivo usando o apartamento desse irmão desaparecido. Não bastasse essa sopa de baboseiras, ela aceita ir para o apartamento de um cara que ela não conhece mas que tem uma ligeira aura de força, parecido com Dag – o cara que ela empurrou da sacada porque abusava dela. GENTE QUE ISSO? CADÊ A COERÊNCIA? CADÊ A PESQUISA DE CAMPO? CADÊ?

Calma, Shepps. Respira. Relaxa. Já passou!

Além disso, achei a tradução bem ruim também. O que o autor não forçou a barra em alguns trechos, o tradutor resolveu forçar.

De ponto positivo, eu só consigo ressaltar a edição da DarkSide. Capa dura, bem diagramado, bem editado, folha amarelinha, letra boa. Como vocês podem ver nas fotos, tem algumas imagens bacanas no ínicio do livro. Eles mandam junto com o livro um marcador de páginas em formato de celular. Muito legal. Muito inventivo.

[Ruído] The Game

O que posso falar de bom da narrativa de Anders de la Motte, é que com o recurso de ir intercalando os trechos de HP e Rebecca, você se sente bastante preso aos acontecimentos, ansioso para saber o que vai acontecer em seguida. Dessa forma, a leitura fica bastante fluida, bastante rápida.

Honestamente, não sei MESMO se vou ler o terceiro. O que vocês acham?

Nota

2-estrelas

Onde Comprar

E vocês já leram? O que acharam? Vão ler o terceiro (Bolha)?

Se vocês já tiverem resenhado esse livro, posta o link aqui nos comentários para que eu visite! E se não, me conta aqui nos comentários o que você achou ou se pretende ler! A sua opinião é muito importante para mim!

Beijo <3

Ser Mulher… – Gilka Machado

 

Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada

para os gozos da vida; a liberdade e o amor;

tentar da glória a etérea e altívola escalada,

na eterna aspiração de um sonho superior…

 

Ser mulher, desejar outra alma pura e alada

para poder, com ela, o infinito transpor;

sentir a vida triste, insípida, isolada,

buscar um companheiro e encontrar um senhor…

Ser mulher, calcular todo o infinito curto

para a larga expansão do desejado surto,

no ascenso espiritual aos perfeitos ideais…

 

Ser mulher, e, oh! atroz, tantálica tristeza!

ficar na vida qual uma águia inerte, presa

nos pesados grilhões dos preceitos sociais!

 

– por Gilka Machado