Amar você é coisa de minutos – Paulo Leminski

Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui

– Paulo Leminski

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Stranger Things – 1ª Temporada #drops

  • Duração média dos episódios: 55min
  • Drama, Horror, Mistério
  • 1ª Temporada: 2016
  • Direção: Matt e Ross Duffer (Duffer Brothers)
  • Nota IMDb: 9,1/10 – 20º Série das 250 Melhores do IMDb

Vamos entrar em terreno polêmico e pedregoso, meus amigos! Hoje nós vamos!

Depois de muita hesitação da minha parte, finalmente decidi assistir o tal do Stranger Things. Por que hesitei? Bem, porque I DON’T BELIEVE THE HYPE (claro que há algumas exceções). Em geral, quando todos os blogs especializados estão falando a respeito, quando surgem fãs por toda a parte, quando o facebook fica em chamas com memes e gifs e arte a respeito, eu me decepciono feio. Não sou indie, nem nada, mas quando todo mundo está amando o troço em excesso, muitas vezes não combina com meu ‘gosto’.

Mas, vamos lá! Apenas 8 episódios! Coragem, Shepps, vai lá!

E eu fui!

É bom? Sim, é muito bom. É tudo isso? Não, mesmo!

A fotografia é bonita, a trilha sonora é bem legal, super anos 80, bem fiel ao espírito da época.  O figurino é ótimo. E eu gostei muito do fato do casting não ser lindo de morrer, tem bastante gente feia – o que traz mais a história pra perto de nós, além de respeitar bastante os moldes dos anos 80, quando não havia esse desespero para ser perfeitamente idêntico às modelos Victoria’s Secret.

Muito bem dirigido, cuidadoso, com várias referências interessantes, embora o roteiro seja bastante requentado, né? Há boatos de que esse roteiro, ou pelo menos esse plot tenha sido gerado através de um algoritmo da Netflix – ele espiona suas buscas, seus likes, onde vocês gasta mais tempo dentro do site – e reunindo essas preferências, saiu Stranger Things.

Primeira coisa a ser dita aqui é sobre a Eleven: que delicinha! Que personagem maravilhosa! Bem escrita, bem trabalhada. Tem a complexidade necessária para um personagem desse calibre pra história. A Millie Bobby Brown é uma gracinha, eu estou apaixonada! Só tem 12 anos e deu um show de interpretação e carisma. Eu aguento mais uma temporada só pra poder ver essa coisinha! <3 (E ainda tá rolando o boato que o que deu coragem à atriz pra aceitar raspar o cabelinho foi ver imagens da Furiosa, do Mad Max! Como não amar?)

Segunda coisa: o policial Jim Hopper – misterioso, no estilinho “galã feio“, sensato e mal humorado. um contraponto muito mais que necessário pra gritaria que a Joyce arruma a série inteirinha e pra animação aventureira das crianças. Ótima atuação, ótimo personagem. Uma história bem escrita, que vai sendo revelada pouco a pouco, para te envolver na vida dele e te convencer de suas atitudes no mínimo inapropriadas. Bem bom.

Não vou chover no molhado sobre as tão intensamente discutidas e debatidas referências e easter eggs. Do jeito que as pessoas falam, parecia que eu ia ter que ter um almanaque dos anos 80 – não precisa. E a cobrança gerada em torno dessas mesmas referências foi tão grande que esse foi mais um motivo que aumentou minha hesitação: falou-se tanto dessas malditas referências que eu fiquei mesmo com medo de não pegar todas e a polícia nerd me expulsar do clubinho.

Não achei super referencial ao Conta Comigo que é um filme chatíssimo a não ser a óbvia cena dos meninos caminhando na linha do trem. Não achei muito parecido com os filmes da Sessão da Tarde. Achei mesmo parecido com It: A Coisa, do Stephen King. MUITO MUITO mesmo – a cena do estilingue, então! <3 A nerdice dos meninos sobre Dungeons & Dragons, Star Wars e Tolkien é lindo de se ver!

Precisamos falar sobre o personagem Lucas. O único negro do grupo, deveria ser um exemplo melhor de representatividade. Poderia ser melhor desenvolvido, poderia ter sido escrito para ser amado, para que as pessoas se conectem com ele. Mas não! Escreveram o menino negro como o machistinha misógino. Nenhuma novidade aqui, né? “Vamos colocar um personagem negro mas vamos fazer com que vocês o odeiem de uqualquer jeito!” SHAME

E precisamos também falar sobre a atuação da Winona Ryder. PLMDDS! Eu fiquei com vontade de adiantar as partes em que ela estava berrando com aquela vozinha fina, beirando a histeria. É uma mãe que perdeu seu menino? Sim. Tem motivos pra pirar e gritar e se descontrolar? Sim. Mas a atuação forçada dela, com tiques demais, trejeitos demais – quase me fez desistir. Muito difícil de aguentar! Nem com o espírito mais saudosista.

Achei o final fraquinho. Não gostei do que acontece com a Eleven. Não gostei do desfecho do caso Steve/Nancy/Jonathan – achei que resolveram dessa maneira para contrariar o que era esperado (e o que o público iria amar!). Achei bastante prepotente esses Duffer Brothers que não dirigiram NADA famoso até hoje terem deixado o final todo aberto, sem conclusões, com margem para a segunda temporada, sem nem saber se o público iria mesmo curtir.

Nossa, Shepps, que bela corneteira você está me saindo, hã? Não, gente, não me entendam mal. A série é boa. É bem boa, tem seu mistério, tem aquela coisa de querer ver logo o próximo episódio pra saber o que acontece. A relação do Mike com a Eleven é uma delicinha, a forma como ele trata dela aquece o coração da gente. Dustin é o alívio cômico na medida, não fica engraçaralho mas é super divertido.

Como eu disse lá em cima, é bem dirigida e cumpre seu papel: requentado de terror juvenil dos anos 80. Pra quem gosta, está perfeito. É um marco cultural no mundo das séries? Não, não mesmo!

Pra um modesto #drops, até que esse post ficou grande né?

Vocês concordam comigo? Discordam? Já assistiu? Se não, por quê? Se sim, gostou? Deixe sua opinião aqui nos comentários. É muito importante pra mim saber o que você acha!

Beijo <3 Até a próxima!

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Lidos Julho/2016 + TBR Agosto/2016 #vlog

Sexta-feira é dia de quê?

Isso mesmo, vloguinho do amor!! UHU

Lidos de Julho/2016

Hoje eu vim mostrar para vocês todas as coisas que consegui ler em Julho – mesmo sendo um mês muitcho louco por conta do meu emprego, e viagens a trabalho, e fazer conteúdo bacaninha pra vocês aqui pro blog, eu consegui ler bastante. O Projeto Lendo o Mundo andou bem, o Projeto Nobel (que está em desenvolvimento ainda, em breve eu conto mais pra vocês) também andou. O Projeto 250 Filmes (em andamento também, se acalmem) andou e atualizei algumas séries!

Então, podemos dizer que o mês de Julho foi altamente produtivo e cheio de nerdice, como sempre!

TBR de Agosto/2016 (ou quase isso)

Nesse vlog, eu mostro também a lista de livros que eu pretendo ler em Agosto, mas sem fazer comprometimentos, nada de TBR certinha porque eu acabo ficando frustrada por não conseguir ler  o tanto que prometi pra vocês ou então, acabo passando outros livros na frente, ou mudo de humor e não quero mais ler aqueles que combinamos. Então, mostrei pra vocês algumas coisa que eu pretendo ler e no fim do mês eu mostro se deu certo ou não!

Vem comigo no passinho do livrinho:

Espero que vocês tenham curtido as minhas indicações, e as minhas não-indicações.

O que vocês acharam dos livros que pretendo ler esse mês?

Se você já leu ou resenhou algum desses livros, comenta aqui em baixo o que achou, ou o link pra eu saber sua opinião! Se você também pretende ler algum desses livros esse mês, comenta também, que a gente pode ler junto ou fazer uma leitura comentada, vai ser muito legal!

Não se esquece de se inscrever no canal, e dar joinha no vídeo, pra que eu possa continuar a fazer esse tipo de conteúdo exclusivo pra vocês!

Beijo <3 Até a próxima! <3

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Anexos – Rainbow Rowell #resenha

Título: Anexos
Autor: Rainbow Rowell
Ano da edição: 2014
Ano de publicação: 2011
Páginas: 368
Editora: Novo Século

“Amor. Propósito. Essas eram coisas para as quais não se podia planejar. Essas eram coisas que simplesmente aconteciam. E se não acontecessem? Você passava a vida toda ansiando por elas? Esperando para ser feliz?”

Lincoln é um cara tímido, quase 30 anos, que fez várias faculdades e especializações, mas ainda não sabe o que quer fazer da vida, não sabe lidar direito com seres do sexo oposto e arrumou o melhor emprego que podia esperar: analista de T.I. no jornal de maior circulação da cidade, em plenas vésperas do bug do milênio.

Bad_Rain_Anexos_Rainbow Rowell_segunda capa

Basicamente, seu trabalho consistia em supervisionar os estagiários programadores a fim de que o sistema do jornal não se auto explodisse rs quando chegasse a virada do milênio 01/01/2000 – se lembram que rolou um pânico generalizado de que haveria uma revolta das máquinas e todos os sistemas iriam parar de funcionar ou explodir? obviamente mais um hoax, não deu em nada HaHaHa, instalar e reparar impressoras rebeladas quem nunca? e monitorar a pasta de ‘sinais vermelhos’ do e-mail corporativo.

Que isso? Espionagem? Mais ou menos isso. O sistema de e-mail corporativo do jornal era configurado para dar o alerta se algumas palavras-chaves fossem enviadas, como sexo, pornografia, filho da puta, menstruação, enfim, esse tipo de termo fiquem espertos porque o e-mail corporativo da sua empresa provavelmente também faz isso, ok?. O e-mail em questão era enviado para a pasta de T.I. e o analista tinha que ler e avaliar se era seguro ou se o emitente deveria ser notificado.

“Se Rick era o Tímido, e Troy era o Esquisito, e Teddy […] podia ser na verdade o Nerd… Então, quem era Lincoln? Todos os adjetivos que vinham à sua mente (perdido, atrofiado, filhinho da mamãe) o deprimiam. Hoje era o bastante ser um deles. Estar em algum lugar onde sempre tinha um assento reservado para ele na mesa, onde todo mundo já sabia que ele não gostava e azeitonas na pizza e sempre pareciam felizes em vê-lo.”

Foi quando Lincoln acabou conhecendo Jennifer e Beth. Ambas trabalhavam no jornal e eram melhores amigas. E como eu e você todo dia nem vem dizer que não, elas trocavam e-mails pessoais usando a conta corporativa, sem medo de serem vigiadas.

Bad_Rain_Anexos_Rainbow Rowell_miolo

Beth Fremont é crítica de cinema, e escreve a coluna de entretenimento semanal. É descontraída, divertida, inteligente, sonha em se casar e namora um rockstar sem emprego fixo, daquele tipinho encostado, que mora com ela e aceita que ela pague o aluguel todo mês mas tem pavor só de ouvir a palavra ‘casamento’. Jennifer Scribner-Snyder é revisora de matérias, casada, ex-gordinha, que tem pânico de ficar grávida, mas está tentando engravidar para salvar seu casamento com um carinha super legal, super apaixonado, que você sonha em encontrar na faculdade.

“Críticos são parasitas. Eles vivem da criatividade dos outros. Não trazem nada para este mundo. Eles são como mulheres que roubam os bebês de outras pessoas nos estacionamentos de mercados. Aqueles que não podem fazer, ensinam, e os que não podem ensinar, criticam.”

A história se desenvolve em torno de:

  • O dilema de Lincoln em notificar ou não Beth e Jennifer, sendo que as conversas delas eram sempre inofensivas para a política de segurança da informação da empresa – se ele notificasse, ele perderia o contato com elas; se não notificasse, estaria deliberadamente invadindo um limite muito rígido de privacidade.
  • O relacionamento fracassado e nada saudável entre Beth e Chris – se conheceram na escola, se apaixonaram imediatamente e desde então, Beth aguenta desaforos dos amigos drogadinhos de banda, aguenta noites e mais noites sozinha porque Chris estava em algum show, aguenta o comportamento abusivo e ligeiramente bipolar dele. Resumindo, um carinho odioso, apesar de lindo.
  • O relacionamento corroído entre Jennifer e seu marido Mitch – que sempre é o amigão de todos, boa praça, sempre fazendo o melhor para Jennifer e para o casal, dedicado, amoroso, apaixonado e que sonha em ter um filho, o que Jennifer rejeita com veemência, mas se vê tentando para salvar o casamento. Vale mesmo a pena?
  • O relacionamento de Lincoln e sua família: sua irmã e sua mãe – em cuja a casa ele voltou a morar depois que saiu da faculdade – que o mima demais, superprotetora e zelosa em excesso, por amor ou insegurança ou medo de ficar sozinha?

“Comida de verdade não faz mal. É todo o resto que está nos matando. As tintas. Os pesticidas. Os conservantes. Margarina […] Se margarina era uma ideia tão boa por que Deus não a havia dado para nós? Por que Ele não prometeu aos israelitas que os levaria para a terra de margarina e mel? Os japoneses não comem margarina. Os escandinavos não comem margarina.”

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Anexos

Eu gostei muito, como era de se esperar. Depois de Quarenta Dias, da Maria Valéria Rezende, e de Desonra, do J. M. Coetzee – dois livros pesados, intensos e muito fortes -, eu precisava MUITO de um descanso para essa minha cabecinha fumegante. Aqueles livros leves e divertidos, que não requerem grande concentração, mas que são uma boa dose de entretenimento – porque ninguém é de ferro, né?

A escrita da Rainbow Rowell está visivelmente mais crua e menos refinada que nos outros livros, o que é de se esperar visto que esse é o primeiro livro publicado por ela nos EUA. Mas ela usa artifícios criativos muito bacanas, que enriquecem muito a leitura – como o fato de só conseguirmos nos conectar com Beth e Jennifer quando o e-mail de uma delas cai na caixa de análise do Lincoln. Do contrário, passamos semanas da história sem saber delas. Muito valioso.

“Há uma brisa que se eleva em meu coração e faz meu cabelo se eriçar. Cada momento parece ter sido feito para mim. Em outubro, sou a estrela do meu próprio filme – ouço a trila sonora na minha cabeça – e tenho fé em meu próprio movimento elevatório. Nasci em fevereiro, mas ganho vida em outubro.”

Bad_Rain_Anexos_Rainbow Rowell_contracapa

Por outro lado, a conexão que ela cria com o personagem do Lincoln é muito intensa. Não conseguimos deixar de torcer por ele – o arquétipo do anti-herói que amamos: tímido, desajeitado, tendo levado um pé na bunda gigante, volta a morar com mãe mas anseia por seu lugar, nerd e crente no amor verdadeiro. E não revelando todos esses detalhes logo de começo, Rainbow nos prende ao livro, fazendo com a gente descubra retalhos da história dele (assim como de Jennifer e Beth também, de maneira magistral e muito orgânica) aos pouquinhos, em doses homeopáticas. E quando a gente nota, faltam apenas 20 páginas para acabar.

A única crítica que eu tenho é sobre o final. CALMA, gente, NÃO VOU DAR SPOILER. Achei o final previsível, bobo e superficial. A impressão que deu é que ela escreveu correndo, sabe? Ou o livro estava ficando muito comprido, ou ela perdeu a paciência e escreveu de qualquer jeito, sei lá. Rolou uma decepção, porque os finais da Rainbow são sempre carinhosos e cuidadosos. Esse, eu não gostei. Não pelo desfecho em si, mas sim por causa da forma com que foi escrito, meio jogado, meio corrido.

De modo geral, eu recomendo. Bem gostosinho, leve, divertido, romântico.

Nota

4-estrelas

Onde Comprar

E vocês já leram? O que acharam?

Se vocês já tiverem resenhado esse livro, posta o link aqui nos comentários para que eu visite! E se não, me conta aqui nos comentários o que você achou ou se pretende ler! A sua opinião é muito importante para mim!

Beijo <3

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Unboxing Nerd ao Cubo #15 – Julho/2016

Hoje tem vloguinho? Tem, sim, senhor!

Temos um unboxing todo especial da caixinha #15 da Nerd ao Cubo, de julho de 2016, todo trabalhado na espionagem e missões de agente secreto do Jason Bourne!

Tem bloquinhos de anotações, tem carteira, tem pôster, tem camiseta, tem uma porção de coisa bacana.

Jason Bourne

três tiros de pistola nesse botão do play e vem comigo:

E aí, o que achou? Espero que tenha gostado!

Se você curtiu e quer ver os outros vídeos de unboxing da Nerd ao Cubo, clica AQUI para ver a caixinha #14, do mês de Junho!

Comenta aqui me dizendo a sua opinião! Isso é muito importante para mim! Não se esquece de dar um joinha e de se inscrever no canal, porque isso ajuda muito o crescimento do blog, e faz com que eu possa produzir mais conteúdos bacanas como esse pra você!

Beijo! <3

 

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