Batman: A Piada Mortal #drops

  • Duração média dos episódios: 1h16
  • Animação, Ação, Crime
  • 2016
  • Direção: Sam Liu
  • Bob Kane, Bill Finger, Alan Moore, Brian Bolland, Jerry Robinson e Brian Azzarello
  • Nota IMDb: 6,7/10

Assistimos à animação de A Piada Mortal, um clássico dos clássicos na história do Batman, dos incríveis Alan Moore e Brian Bolland. O quadrinho, não é nem necessário dizer, é absolutamente incrível, extraordinário. O roteiro é excelente, as ilustrações são maravilhosas, é demais! Ficamos muito ansiosos com essa adaptação pras telas.

O roteirista é o Brian Azarello, que já estava feio na foto comigo por causa do péssimo Coringa que ele escreveu em 2009 e a Panini relançou há pouco tempo. Não vou nem gastar meu tempo resenhando essa HQ aqui pra vocês.

A Piada Mortal

Na maioria das adaptações, eu entendo perfeitamente a inserção de uma introdução que não existe na história original a fim de situar o espectador nas linhas gerais da trama. Porém, nesse caso, achei o recurso desnecessário e bastante problemático, por uma série de motivos:

  • A Batgirl foi pintada de uma forma muito babaca: chata, histérica, ciumenta, descontrolada. Todos nós sabemos que nunca foi assim, Barbara sempre foi muito bem treinada, muito centrada. Mas Azzarello, com seu machismo incurável, não deve nem saber empoderar uma personagem.
  • O vilão dessa introdução objetifica Barbara o tempo todo, de maneira ofensiva e grotesca, e ela acha ‘cute’. Sério? Depois tem um Batman super protetor, chato,  passando sermão e dando uma bronca nela por ela não perceber.
  • No desfecho dessa primeira parte, Batgirl segue sozinha um suspeito apenas pra provar ao Batman que ela é capaz e se coloca em encrenca – muito esperado!

Enfim, muito problemática e misógina essa primeira parte, insistindo na premissa que mulher é descontrolada e histérica, abusando dos recursos sexuais pra expor Barbara ao ridículo, o tempo todo. Ela só fala no Batman, ela faz tudo para atingir ao Batman, ela reclama o tempo todo.

E a ceninha em que ela liga pro Batman gritando ‘é só sexo, pelo amor de deus’, fiquei com vontade de me esconder de tão feio e sem lugar na história. A parceria entre Barbara Gordon e o Cavaleiro das Trevas nunca foi sobre isso, nunca envolveu isso, não devia nem passar pela mente desses roteiristas criar uma cena ridícula dessa. Isso não é um hentai, um sextoon ou um comédias da vida privada. Isso aqui é uma das histórias mais icônicas e mais marcantes da trajetória do herói mais amado dos quadrinhos, não faz essa merda, não, cara!

Se Azzarello aparecesse por aqui, eu o colocava na cadeirinha da vergonha pra ele poder refletir bem sobre a bosta que ele fez. Muito feio, muito mal feito, muito sem sentido, e ruim. Desnecessário, assim como toda essa primeira parte – visto que não adicionou absolutamente nada construtivo à narrativa.

A segunda parte do filme, quando adentramos na história verdadeira de A Piada Mortal, achei bastante bom. Bem fiel ao quadrinho, bem colorido, bem feito. Tá vendo como o respeito à história faz bem pros dentes?

Quem dubla o Coringa é o Mark Hamill (Luke Skywalker, de Star Wars) e isso faz TODA a diferença, fica realmente sensacional.

Há uma cena do Coringa cantando – meio musical –  que eu não curti muito. Bobo e superficial. Mas em geral, a adaptação ficou boa (com exceção da introdução, que já comentei acima). Gostei muito do movimento das ilustrações retrô, o modo de caminhar peculiar dos desenhos antigos, as cores ficaram bem fiéis também.

O icônico final foi bem respeitado. O debate matou x não matou pode ser mantido.

Nota 6 nessa minha humilde opinião – sem a introdução horrorosa merecia uns 8,5.

E Azzarello, melhore, meu chapa! Não adianta dar piti nas redes sociais, não. MELHORE!

Vocês já assistiram? Curtiram? Detestaram? Tem alguma coisa na minha crítica que você não concorda? Conta pra mim o que você achou! Sua opinião é muito importante pro crescimento do blog!

Beijo <3 Até a próxima!

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