It: A Coisa #critica

Baseado na obra de Stephen King, chega aos cinemas ‘It: A Coisa’.

Esta é a segunda adaptação do livro – a primeira foi um filme para a TV, lançado no início da década 90 que se tornou um clássico do terror. Por isso, surgiram alguns questionamentos: It nem é tão velho assim e fez certo sucesso na época de lançamento, precisa mesmo de remake?

Depois de assistir as duas versões posso responder: SIM. Por ser um filme pra TV, a versão de 1990 tinha algumas limitações de orçamento, e apesar de ser muito bom, deixava a sensação de que faltava algo. Esta nova versão contém tudo que “faltava” à primeira.

As mil formas diferentes em que Pennywise, o Palhaço Dançarino, se materializa é uma das coisas mais interessantes desta versão. Afinal, nossos medos não são os mesmos, porque nosso inimigo seria?

Do mesmo jeito que a trama vai se desenvolvendo durante as duas horas do longa, a caçada ao palhaço vai aproximando as pontas soltas da história de forma muito envolvente. Cada vez fechando mais a história em torno dos sete amigos do Clube dos Otários – clube este formado por crianças que atuam de maneira incrível!

As atuações são tão boas e os personagens tão carismáticos que não tem como não se sentir conectado a eles de alguma forma. O background de cada um deles é lentamente apresentado, fazendo com que você vá “criando uma amizade” com eles ao longo do filme. Essa conexão nos causa uma preocupação com o destino de cada um deles e colabora para o clima de tensão, que é quase constante.

Quaaase constante porque algumas sequências mesclam alívios cômicos que te fazem retomar o fôlego antes de mais uma enxurrada de terror. E a fotografia acompanha estas mudanças: há cenas escuras e pesadas que são seguidas por cenas iluminadas e cheias de cor.

Apesar de não ser fã do gênero e não sentir tanta tensão em um filme que leva a história mais para o lado sobrenatural é impossível assisti-lo sem que te cause algum incômodo. Algumas das alucinações causadas pela Coisa podem não te assustar, mas certamente vão te gerar uma vontade de se afastar daquilo o mais rápido possível! A experiência de ver no cinema aumenta mais ainda esta sensação.

Na sessão que fomos era possível ouvir os gritos de susto e tensão, ver pessoas sentadas abraçando as pernas, xingamentos após alguns sustos e pelo menos um longo suspiro de quem retoma o fôlego, dos mais discretos. Sem dúvidas o filme merece todo o hype gerado e também o retorno nas bilheterias, já que já é o filme de terror mais bem sucedido de todos os tempos!

P.S. A Shepps, que tem medo de palhaço, está perturbada até hoje e quase quebrou meus dedos das mãos umas 22 vezes. Mas passamos bem.

Já assistiram? Gostaram do remake?

Vocês estão curtindo esse tipo de post por aqui?

Beijo <3

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