Review de Deep Breath – A primeira vez de Capaldi

O blog Bad Rain é um blog amigo dos mimimis, tem consciência limpa e participa de um projeto ficha limpa de spoilers. Mentira. Chega de blablabla.

O caso é que o primeiro episódio da 8ª temporada de Doctor Who foi ao ar no sábado dia 24, e nós aguardamos até hoje para fazer um review bacana, e dar bastante tempo pra todo mundo assistir e não reclamar de spoilers.

Se você ainda não assistiu, pega aí:

E não, eu não vou fazer o trocadilho de ‘Respire Fundo’ porque ninguém merece!

A partir daqui, o post está cheinho de spoilers e formação de opinião. Se você não quer saber nada antes de assistir, VOLTA DEPOIS! <3 <3

Não me lembro de ansiedade semelhante referente a nenhuma outra estréia de Doctor Who ou sequer de alguma das séries da BBC. Mas a responsabilidade de Capaldi era mesmo gigante. Depois de dois Doctors maravilhosos, humanos, esquisitos, faladores e com um carisma maior que a própria história, como Matt Smith e David Tennant, a missão era envelhecer o Doctor, remover dele toda a carga sensual do herói salvador-novinho-bonito. Isso tudo depois de 50 anos!

E lá estávamos nós, com as mãos suadas, esperando para ver finalmente o episódio completo, e além disso: a abertura nova!

Como episódio de estréia, é um pouco fraco. Carece de ação, de emoção. As outras apresentações dos novos Doutores são, sem dúvida, melhores e mais ativas. Mas o Moffat trouxe para os novos fãs os elementos antigos, diálogos antigos, numa espécie de: “Veja, o Doutor é diferente, mas o show continua, olha aqui a Vastra, olha o Sontarian Strax, temos a Inglaterra Vitoriana de sempre, continuem com a gente, que o show é o mesmo, vai ter bolo!” É lógico que o Moffat não falou nada disso, eu estou supondo.

Depois que o sensacional Capaldi domina a cena, mostra sua maluquice, e nos convence de que é um bom Doutor, nem precisa muito das referências antigas, porque a gente rapidamente fica conquistado.

Deep Breath

Na Londres Vitoriana habitual desde que Clara se tornou a companion, um dinossauro se materializa repentinamente bem no meio do Tâmisa. E como se isso não fosse esquisito o suficiente, cospe a TARDIS. Vastra e sua esposa Jenny estão lá – chamados para resolver esse mistério, pela polícia local – e correm pra encontrar com o Doutor. De dentro TARDIS sai uma Clara Oswald toda suja e desajeitada, e o novo Doutor – recém-regenerado, grisalho, descabelado e completamente confuso. Quando ele tenta se lembrar do que está havendo, não resiste e desmaia.

A cena seguinte nos traz um Doctor relutando em dormir, com uma camisolinha ridícula, gritando e completamente desorientado, e é a partir desse momento que a atuação de Capaldi nos convence, e nos faz esperar pelo desenrolar da história. É por ele que continuamos, embora o roteiro esteja deixando a desejar. Vastra e Jenny tem uma conversa intensa com a Clara, que se mostra preconceituosa devido ao envelhecimento do Doutor, e relutando em aceitá-lo.

O Doutor acorda e ouve os apelos sofridos do dinossauro, e foge da casa de Vastra para ajuda-lo. Porém, ao chegar lá, compreende que o sofrimento do animal foi causado por ter engolido a TARDIS, e depois disso, pega fogo e morre. O pobre Doutor fica doido de tristeza, e sai a esmo procurando respostas, e descobre que aquele não é o primeiro caso de combustão espontânea na cidade. Se mistura com um mendigo, e tem uma conversa muito profunda que explica muitos detalhes sobre as regenerações do Senhor do Tempo, e como ele está se sentindo confuso e inseguro com aquele novo rosto.

O Doutor encontra um recado pra ele num jornal velho, e Clara descobre um recado para a “The Impossible Girl”. E eles se encontram num restaurante em certo ponto de Londres. Porém, o restaurante está cheio de robôs, que não respiram, e impedem que eles fujam. Eles são então direcionados ao centro da nave dos dróides..

Doctor Who

Depois de investigações, fugas e corre-corre, o Doctor descobre que esses dróides são construídos pelo líder-droíde, usando partes de humanos, e uma parte inclusive do dinossauro, e os restos não aproveitados eram queimados para que ninguém percebesse. A intenção do tal dróide-líder é alcançar a ‘Terra Prometida’, e para isso, construiu uma nave com os restos da SS Marie Antoinette (navio irmão do SS Madame de Pompadour – referência a um episódio antigo) que voa feito um balão, usando pele humana ecaaaa.

O Doctor, já mais ciente de si e mais dono da situação, argumenta e duela com o dróide-líder para que ele dê um fim àquela situação, para que pare de matar humanos inocentes, e para que ele compreenda que não existe esse paraíso sonhado. Vastra, Strax, Jenny e Clara lutam corpo a corpo com os robôs meio zumbis, mas estão cansados e sem esperança de vitória.

Com aquele jeitinho maluco, nosso novo Doutor tenta mostrar ao tal dróide que ele é mais homem que máquina, que ele precisa parar de machucar os humanos, e que se ele não se destruir e destruir à nave, o Doctor mesmo o faria. Segundos depois o bichão aparece empalado na torre do Big Ben, e fica aquele arzinho de dúvida sobre se ele teria pulado ou se teria sido jogado. E o Doctor desaparece com suas roupas de mendigo, para reaparecer todo lindão, bem vestido, de roupa nova, para buscar a Clara.

Depois de uma conversa TENSA, eles aparecem em Glasgow, e explica que aquele agora é o lar do Dooutor, que dessa vez é escocês e o telefone de Clara toca.

O episódio finaliza com o Matt Smith, o 11º Doctor, ligando pra Clara e pra nós lá de Trenzalore (onde ele morreu) explicando quem era aquele cara, e o motivo pelo qual ele estava velho. Pedindo que ela e nós o aceite, o ajude. Que Capaldi, era sim o Doutor. E dessa forma, Moffat amarra a história conforme a gente adora, e nos faz amar e aceitar esse novo Doutor, nos libertando de Matt Smith, que dá sua benção para Clara e pra nós.

E aí, curtiram?

Eu adorei. Acho que a história tem muito a ganhar libertando o Doutor da parte romântica, dando a ele mais experiência e sabedoria. Continuo detestando a Clara, e chorando de saudades da gloriosa Amy Pond.

Beijo <3

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