Stranger Things – 1ª Temporada #drops

  • Duração média dos episódios: 55min
  • Drama, Horror, Mistério
  • 1ª Temporada: 2016
  • Direção: Matt e Ross Duffer (Duffer Brothers)
  • Nota IMDb: 9,1/10 – 20º Série das 250 Melhores do IMDb

Vamos entrar em terreno polêmico e pedregoso, meus amigos! Hoje nós vamos!

Depois de muita hesitação da minha parte, finalmente decidi assistir o tal do Stranger Things. Por que hesitei? Bem, porque I DON’T BELIEVE THE HYPE (claro que há algumas exceções). Em geral, quando todos os blogs especializados estão falando a respeito, quando surgem fãs por toda a parte, quando o facebook fica em chamas com memes e gifs e arte a respeito, eu me decepciono feio. Não sou indie, nem nada, mas quando todo mundo está amando o troço em excesso, muitas vezes não combina com meu ‘gosto’.

Mas, vamos lá! Apenas 8 episódios! Coragem, Shepps, vai lá!

E eu fui!

É bom? Sim, é muito bom. É tudo isso? Não, mesmo!

A fotografia é bonita, a trilha sonora é bem legal, super anos 80, bem fiel ao espírito da época.  O figurino é ótimo. E eu gostei muito do fato do casting não ser lindo de morrer, tem bastante gente feia – o que traz mais a história pra perto de nós, além de respeitar bastante os moldes dos anos 80, quando não havia esse desespero para ser perfeitamente idêntico às modelos Victoria’s Secret.

Muito bem dirigido, cuidadoso, com várias referências interessantes, embora o roteiro seja bastante requentado, né? Há boatos de que esse roteiro, ou pelo menos esse plot tenha sido gerado através de um algoritmo da Netflix – ele espiona suas buscas, seus likes, onde vocês gasta mais tempo dentro do site – e reunindo essas preferências, saiu Stranger Things.

Primeira coisa a ser dita aqui é sobre a Eleven: que delicinha! Que personagem maravilhosa! Bem escrita, bem trabalhada. Tem a complexidade necessária para um personagem desse calibre pra história. A Millie Bobby Brown é uma gracinha, eu estou apaixonada! Só tem 12 anos e deu um show de interpretação e carisma. Eu aguento mais uma temporada só pra poder ver essa coisinha! <3 (E ainda tá rolando o boato que o que deu coragem à atriz pra aceitar raspar o cabelinho foi ver imagens da Furiosa, do Mad Max! Como não amar?)

Segunda coisa: o policial Jim Hopper – misterioso, no estilinho “galã feio“, sensato e mal humorado. um contraponto muito mais que necessário pra gritaria que a Joyce arruma a série inteirinha e pra animação aventureira das crianças. Ótima atuação, ótimo personagem. Uma história bem escrita, que vai sendo revelada pouco a pouco, para te envolver na vida dele e te convencer de suas atitudes no mínimo inapropriadas. Bem bom.

Não vou chover no molhado sobre as tão intensamente discutidas e debatidas referências e easter eggs. Do jeito que as pessoas falam, parecia que eu ia ter que ter um almanaque dos anos 80 – não precisa. E a cobrança gerada em torno dessas mesmas referências foi tão grande que esse foi mais um motivo que aumentou minha hesitação: falou-se tanto dessas malditas referências que eu fiquei mesmo com medo de não pegar todas e a polícia nerd me expulsar do clubinho.

Não achei super referencial ao Conta Comigo que é um filme chatíssimo a não ser a óbvia cena dos meninos caminhando na linha do trem. Não achei muito parecido com os filmes da Sessão da Tarde. Achei mesmo parecido com It: A Coisa, do Stephen King. MUITO MUITO mesmo – a cena do estilingue, então! <3 A nerdice dos meninos sobre Dungeons & Dragons, Star Wars e Tolkien é lindo de se ver!

Precisamos falar sobre o personagem Lucas. O único negro do grupo, deveria ser um exemplo melhor de representatividade. Poderia ser melhor desenvolvido, poderia ter sido escrito para ser amado, para que as pessoas se conectem com ele. Mas não! Escreveram o menino negro como o machistinha misógino. Nenhuma novidade aqui, né? “Vamos colocar um personagem negro mas vamos fazer com que vocês o odeiem de uqualquer jeito!” SHAME

E precisamos também falar sobre a atuação da Winona Ryder. PLMDDS! Eu fiquei com vontade de adiantar as partes em que ela estava berrando com aquela vozinha fina, beirando a histeria. É uma mãe que perdeu seu menino? Sim. Tem motivos pra pirar e gritar e se descontrolar? Sim. Mas a atuação forçada dela, com tiques demais, trejeitos demais – quase me fez desistir. Muito difícil de aguentar! Nem com o espírito mais saudosista.

Achei o final fraquinho. Não gostei do que acontece com a Eleven. Não gostei do desfecho do caso Steve/Nancy/Jonathan – achei que resolveram dessa maneira para contrariar o que era esperado (e o que o público iria amar!). Achei bastante prepotente esses Duffer Brothers que não dirigiram NADA famoso até hoje terem deixado o final todo aberto, sem conclusões, com margem para a segunda temporada, sem nem saber se o público iria mesmo curtir.

Nossa, Shepps, que bela corneteira você está me saindo, hã? Não, gente, não me entendam mal. A série é boa. É bem boa, tem seu mistério, tem aquela coisa de querer ver logo o próximo episódio pra saber o que acontece. A relação do Mike com a Eleven é uma delicinha, a forma como ele trata dela aquece o coração da gente. Dustin é o alívio cômico na medida, não fica engraçaralho mas é super divertido.

Como eu disse lá em cima, é bem dirigida e cumpre seu papel: requentado de terror juvenil dos anos 80. Pra quem gosta, está perfeito. É um marco cultural no mundo das séries? Não, não mesmo!

Pra um modesto #drops, até que esse post ficou grande né?

Vocês concordam comigo? Discordam? Já assistiu? Se não, por quê? Se sim, gostou? Deixe sua opinião aqui nos comentários. É muito importante pra mim saber o que você acha!

Beijo <3 Até a próxima!

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